PB tem a sétima maior taxa de reprovação do país

Entre os estados do Nordeste, a Paraíba tem o quarto maior índice de reprovação, com 14,7%, segundo dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb 2009)

Historia de Bhaskara

Conheça um pouco sobre sua historia.

Assunto em pauta: Bullying

Os casos de bullying vão se expalhando cada vez mais! E então oque podemos fazer?

Você é crack em algebra?

Desvende os desafios!

Escolas municipais do Rio de Janeiro terão ensino religioso

A partir de fevereiro do próximo ano, as escolas municipais do Rio de Janeiro terão aulas de ensino religioso, para os alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nome dos alunos

Júlio César
Wendel
Raphael Barbosa
Emmanuel
Ricardo

Turma: 903

Escolas municipais do Rio de Janeiro terão ensino religioso


A partir de fevereiro do próximo ano, as escolas municipais do Rio de Janeiro terão aulas de ensino religioso, para os alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. A lei, sancionada nesta quarta-feira (19) pelo prefeito Eduardo Paes, torna a capital fluminense pioneira no ensino religioso em escolas públicas do país.
A medida prevê que o ensino religioso será opcional e somente oferecido aos alunos cujos pais ou responsáveis assim o desejarem. As opções serão entre aulas das doutrinas católica, evangélica/protestante, afro-brasileiras, espírita, religiões orientais, judaica e islâmica. Para aqueles que não optarem por este tipo de ensino, a Secretaria Municipal de Educação oferecerá aulas de Educação para Valores, nos mesmos horários.
O prefeito, Eduardo Paes, disse que a implantação do ensino religioso nas escolas municipais confirma a visão de que a cidade prega a livre escolha do cidadão. ”A gente confirma essa visão do Estado laico, um lugar onde respeitamos a fé de cada um dos indivíduos que estão nas escolas municipais”.
Com a nova lei, foi criado também no município o cargo de professor de ensino religioso. Segundo a Secretaria de Educação, será aberto, em breve, concurso público para o preenchimento das vagas. De acordo com a subsecretária de Educação, Helena Bomeny, os professores que decidirem fazer o concurso deverão possuir conhecimentos de História, Geografia, Filosofia e Sociologia, além daqueles de sua crença.

Desafios

Agora fassa os 6 desafios abaixo:


1) Observe as multiplicações a seguir:
    12 345 679 x 18 = 222 222 222
    12 345 679 x 27 = 333 333 333
    12 345 679 x 54 = 666 666 666
    Para obter 999 999 999 devemos multiplicar 12 345 679 por quantos?

2) Outro  dia  ganhei  250 reais, incluindo o pagamento de horas extras. O salário (sem horas extras) excede em 200 reais o que recebi pelas horas extras. Qual é o meu salário sem horas extras?

3) O número 10 pode ser escrito de duas formas como soma de dois números primos:
    
10 = 5 + 5 e 10 = 7 + 3. De quantas maneiras podemos expressar o número 25 como uma soma de dois números primos?
4) Um certo número N de dois algarismos é o quadrado de um número natural. Invertendo-se a ordem dos algarismos desse número, obtém-se um número ímpar. A diferença entre os dois números é o cubo de um número natural. Determine a soma dos algarismos de N.
5) A  prefeitura  de  uma  certa  cidade fez  uma campanha que permite trocar 4 garrafas de 1 litro vazias por uma garrafa de 1 litro cheia de leite. Até quantos litros de leite pode obter uma pessoa que possua 43 dessas garrafas vazias?
6) Quantos  são  os  números inteiros de 2 algarismos que são iguais ao dobro do produto de seus algarismos?








 
 
 
 
 
Respostas dos exercícios do desafio.
1) 81
2) 225
3) 1
4) 9
5) 14
6) 1

Resolução:
1) Os exemplos dados mostram que 12 345 679   9k = kkk kkk kkk.
Assim, para obter 999 999 999 devemos multiplicar 12 345 679 por 9x9 = 81.

2) x=valor pago pelas horas extras; y=salário
x+y=250
y=x+200
x+x+200=250
2x=50 » x=25
y=225
Resp: 225.

3) Como um desses primos é par e o outro é ímpar, temos apenas 25 = 2+23.
4) Seja N = 10a + b. O número 10b +  a (obtido invertendo-se os algarismos de N) é ímpar, logo a é ímpar. Portanto N = 16 ou N = 36. Mas 61 - 16 = 45, que não é um cubo perfeito, e 63 - 36 = 27 = 33 . Então N = 36 e 3 + 6 = 9
5) Primeiramente poderiamos obter 10 garrafas cheias, sobrando 3. Após esvaziar as 10 juntamente com as 3 restantes, poderíamos obter mais 4, logo um total de 14 garrafas.
6) O único inteiro satisfazendo as condições do enunciado é 36.

Bullying!

 
Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.

No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.

Historia de Bhaskara

A Índia foi berço de nascimento de um dos maiores matemáticos do mundo, Bhaskara.

 ... nasci na cidade de Ujein, às margens do rio local, de uma mulher que possuía uma boa saúde, mas, por infelicidade e complicação de parto, morreu ao me dar à luz em 1114. Meu pai era um alto funcionário do marajá local, e isso permitiu que eu tivesse oportunidade de me instruir nas ciências e nas leis.
Com a morte de seu pai, em 1134, Bhaskara assumiu o cargo de secretário do governo de Ujein, espécie de juiz especializado em inventários:
"...foi então que Brabmagta me convidou para ser o matemático do governo. Trabalhava particularmente com problemas de quadrado, os quais se relacionavam às partilhas dos inventários. Di­vertia-me resolvendo aqueles exercícios, que para muitos eram com­plicados, mas com minha técnica de solução...
O  que Bhaskara chama de problemas de quadrado refere-se hoje as equações do segundo grau.
... o quadrado da quantidade de ouro referente ao primeiro Órfão mais três vezes essa mesma quantidade doada ao seguinte órfão deverá ser igual, por Justiça, a trinta e oito gramas...
Bhaskara imortalizou-se aos 25 anos quando escreveu seu célebre Lilavati Vijaganita Grahagonita Gola, cujas palavras traduzidas individualmente, são: bonita cálculo - planetas - esfera. Aparentemente o manuscrito que teria sido escrito por Bhaskara e achado em Cachemira no século passado era dividido em quatro capítulos: Poesia, Matemática, Astronomia e Geometria. Daí o título confuso. É interessante notar que o trabalho desse matemático é todo escrito em versos destinados a sua filha:
"...minha filha, minha filha, a coisa mais bonita da Índia, me fale de suas dúvidas. Oh, querida, você esteve a tarde contando macacos, uns estavam nas arvores, outros no alto da montanha­.....
O Lilavati Vijaganita traz ao público inúmeras descobertas de seu autor, sendo a mais célebre a fórmula que resolve as equações do segundo grau, seguida da clássica regra de três que Bhaskara chamou regra de quatro (três valores conhecidos e um desconhecido). Aparece também o valor de p como sendo 3, 14, resquícios da trigonometria de Ptolomeu e o Teorema de Pitágoras
minha filha Lilavati tem me questionado sobre os valores do lado oposto e adjacente de um triângulo retângulo.
Os gregos nos ensinaram a responder sobre o seno e o co-seno de um ângulo...
Nesse trecho do Lilavati víjaganita o autor chama sua filha de Lilavati, o que tem induzido muitos escritores a pensar que a melhor tradução do titulo de seu livro seja Matemática de Lilavati.
Sobre a filha de Bhaskara, existem duas versões nos textos antigos do século
XIII registrados pelos padres do mosteiro de Constantinopla:
"...quando os bárbaros invadiram a cidade de Uzein, seqüestraram todas as pessoas importantes, bem como seus bens. Lilavati tinha apenas treze anos. Seu pai, questionado pelos invasores sobre sua fórmula de re­solver problemas, recusou-se a falar. Dizia tê-la esquecido já há muitos anos. Para ajuda-lo com a memória, levaram sua filha pa­ra o alto de uma torre, despiram-na e amarraram -lhe as pernas, abertas. Solta, ela deslizou sobre os bambus que conduziam a uma lâmina afiada que dividiu seu corpo em duas  partes...
 .... Bhaskara prometeu a Lilavati um horóscopo que identificasse o dia e hora ideal que deveria se casar. Uma vez determinado o momento, Lilavati esperou dois anos para desposar um jovem hindu. Quando faltavam alguns minutos para a cerimônia ao casamento, a jovem perdeu uma pérola que tinha pertencido à sua mãe e, entretida em procura-la, esqueceu do casamento. Bhaskara então recusou-se a  casá-la e Lilavati cometeu suicídio...
A obra deste hindu traz, além de informações matemáticas, um raio X da sociedade de sua época. Relata que uma escrava alcançava preço máximo de quinze para dezesseis anos. Caso fosse bonita e virgem, valia oito bois; bonita e não virgem, quatro; feia e virgem, seis; e feia e não virgem, dois bois. Os juros praticados em seu tempo eram de quatro por cento ao mês, e o prazo de pagamento dos empréstimos não ultrapassava cinco meses. As dívidas não honradas davam ao credor o direito de escravizar a mulher e filhos do devedor, o qual, porém, não sofria nenhuma punição. Bhaskara teria escrito.
Esses homens que pedem clemência, quando da execução judicial, não entendem nossas leis. Por que emprestam dinheiro e arrendam terras se sabem que não poderão cumprir com as dívidas contraídas? Minha função é julgar e partilhar como prescreve nosso livro maior (espécie de Constituição)...
Em 1185, Bhaskara, então com 71 anos, morreu afogado num rio onde teria ido nadar.

PB tem a sétima maior taxa de reprovação do país


PB tem a sétima maior taxa de reprovação do país


Entre os estados do Nordeste, a Paraíba tem o quarto maior índice de reprovação, com 14,7%, segundo dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb 2009). Em relação aos demais estados brasileiros, a Paraíba amarga uma posição ainda mais preocupante: ocupa o sétimo lugar no ranking de reprovação, incluindo resultados do ensino fundamental em escolas federais, estaduais e municipais. Quando se trata de taxa de aprovação no ensino fundamental, a Paraíba ocupa o terceiro pior índice do Nordeste, com 76,6%, perdendo apenas para Bahia (75,3%) e Piauí (73,1%). Os dados foram colocados no site do Ministério da Educação na última sexta-feira e podem ser conferidos através do endereço eletrônico (http://www.inep.gov.br/indicadores-educacionais).


De acordo com o Ideb, a reprovação é mais recorrente nas escolas municipais com 16,2%, seguida das estaduais com 15,2%, federais com 4,8% e privadas com 3,3%. A taxa de reprovação nas escolas estaduais da Paraíba foi maior na 5ª série (ou 6º ano) do ensino fundamental, com 23,8% do total de alunos matriculados. A taxa de aprovação no ensino médio é de 74,1%. De acordo com o Ideb de 2009, a Paraíba tinha 1.102.133 matrículas, sendo 397.44 na rede estadual e 563.569 na municipal. A qualidade do ensino nas escolas da Paraíba está abaixo do ideal, segundo dados do índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb 2009). Essa situação compreende 45,8% do total de 338 escolas públicas avaliadas no Estado, que não conseguiram atingir a nota 2,9, meta estipulada pelo MEC para a segunda etapa do ensino fundamental (6º ao 9º ano). A nota da fase entre o 1º e o 5º ano do ensino fundamental também ficou a desejar: 25,1% do total de 1.066 escolas públicas avaliadas não alcançaram a meta de 3,1.

Entretanto, de uma forma geral, a Paraíba alcançou os índices desejados: 3,9 nas séries iniciais do ensino fundamental, quando a meta era 3,1; nota 3,2 nas series finais, quando o MEC determinou 2,9; e nota 3,4 no ensino médio, que tinha como meta 3,1. Apesar disso, os números apresentados pelo Ideb, no entanto, revelam onde o ensino deve melhorar no Estado, tendo em vista que todos os alunos têm direito à mesma qualidade de ensino.

O Ideb mostrou ainda que, apesar de superar as metas do Estado, a qualidade do ensino na Paraíba está abaixo da média nacional, que estipulou meta 4,6 para as séries iniciais do ensino fundamental; 4 para as séries finais do fundamental; e 3,6 para o ensino médio. No resultado, as escolas privadas aparecem com as melhores médias obtidas na avaliação, com 5,4 no ensino médio; 5,8 para as séries iniciais do ensino fundamental; e 5,7 para as séries finais do ensino fundamental. Mas também teve destaque para escolas públicas. O Sesquicentenário (estadual) e a Escola Municipal Doutor José Novais tiveram índices satisfatórios no Ideb.

Não é só a qualidade do ensino que merece atenção. O número de matrículas na educação básica na rede pública da Paraíba teve uma redução de 4,6% entre os anos de 2010 e 2009. A informação é do Censo Escolar, publicado em dezembro do ano passado. Em 2010 foram matriculados 915.965 alunos; no ano anterior, 961.013.



 
Escolas de Quixaba têm maior aprovação

A maior taxa de aprovação nas escolas públicas do estado está no município de Quixaba (98%). Já as piores taxas de reprovação no ensino médio, segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), são dos municípios São José dos Cordeiros (30,2%); Nova Olinda (26,5%); Fagundes (23,1%); Taperoá (22,5%); Cuité (21,2%); Olivedos (19,9%); Cabedelo (19,4%); Cajazeirinhas e São Domingos de Pombal (18,3%); Cubati (17,5%); e Sossego (16,8%). Os dados são referentes ao ano de 2010.

Em relação à taxa de reprovação no ensino fundamental, os municípios com os piores índices são Cubati (25,9%); Alagoa Grande (25,3%); Jericó e Pilar (22,8%); Condado (22,7%); Monte Horebe (22,4%); Cacimbas (22,2%); Cuité (22%); Bernardino Batista (21,5%); Caaporã e Mulungu (21,1%); e Cuité de Mamanguape (20,6%). Os prefeitos não foram localizados para explicar os números. Alguns estavam com o telefone desligado, outros não atenderam as ligações.

O secretário de Educação do Estado, Afonso Scocuglia, foi procurado pela reportagem para comentar os dados, mas não se pronunciou a respeito. Por telefone, o secretário, ao ser questionado sobre os números, pediu que as perguntas fossem repassadas por e-mail e prometeu responder, mas isso não aconteceu até o fechamento desta edição.

Com a Fuvest chegando, mantenha a calma

 A Fuvest 2012 acontece no próximo domingo (27 de novembro) e para quem acompanha o roteiro de estudos do UOL Vestibular, manteremos um ritmo tranquilo. Recomendamos que se estude até a sexta-feira. Desta vez, aproveite o sábado para relaxar.
Iniciamos esta semana estudando os circuitos elétricos, em Física. O professor Bassam Ferdinian, do Cursinho da Poli, afirma que a probabilidade de questões sobre o assunto é bastante alta na primeira fase. Segundo ele, três tipos de perguntas são mais freqüentes.
O primeiro tipo de exercícios pede para analisar o circuito elétrico. “Será preciso determinar quatro grandezas: intensidade de corrente elétrica, tensão, resistência e potência em cada elemento (resistor) do circuito”, explica. Para calcular tais grandezas, o professor recomenda duas abordagens: aplicar a primeira lei de Ohm no circuito como um todo. “Quando obtiver a corrente elétrica total, aplicar a primeira lei de Ohm em cada resistor”.
A dica é que, conhecendo duas grandezas de cada resistor, é possível calcular as outras duas. Bassam Ferdinian sugere que o aluno monte uma tabela, com uma coluna para cada grandeza: resistência,
 corrente elétrica, tensão (U) e potência. Preencha a tabela com os valores conhecidos. Tendo duas de cada, para calcular as restantes, basta aplicar a primeira lei de Ohm ou a equação do “piu” (P = i. U).
O professor explica que o segundo tipo de problema que pode aparecer no vestibular pede para calcular o consumo de energia elétrica de um circuito ou o número de aparelhos que pode ser ligado a um trecho do circuito. “Nestes casos, use a expressão P= i . U”, afirma Ferdinian.
“Outro tipo de pergunta bastante tradicional é que pede o cálculo de energia elétrica consumida por determinado aparelho”, explica. Neste caso, fique atento para usar a unidade Quilowatt-hora (kWh) e não joule. “Para usar esta unidade, lembre-se de deixar a potência em Quilowatt e o tempo em horas”.
Água boa
Dos meandros da energia elétrica, passamos às conseqüências da atividade humana sobre a natureza, com foco na poluição da água, estudada pela Biologia.
Os vestibulares podem abordar tanto o impacto na água doce quanto no mar. “Em relação à água doce, estudamos o lançamento de esgoto doméstico e industrial. A decomposição de matéria orgânica leva à eutrofização, que é o enriquecimento da água com nutrientes minerais, que leva à proliferação de algas, causando uma série de problemas, entre eles a diminuição do oxigênio na água e morte de peixes”, explica o professor Luiz Carlos Pellinello, do Curso e Colégio Objetivo.
Lembre-se que a multiplicação das algas em represas e reservatórios chama-se floração das águas.
Outro fenômeno decorrente da poluição de água doce é o desenvolvimento de cianobactérias, que são neurotóxicas e patotóxicas. “No Brasil, já identificamos por volta de 20 espécies. O desafio é fornecer água à população que não contenha tais toxinas”, afirma o professor.
O uso de fertilizantes em lavouras também provoca eutrofização, quando carregados pela água da chuva a rios, córregos e lagos.  “Outro ponto é o lançamento de metais pesados, como chumbo e cádmio, prejudiciais aos organismos. Pesticidas aplicados na agricultura também podem ter este efeito, que é cumulativo no organismo”.
No mar, um dos temas abordados no vestibular pode ser o dano causado por derramamento de petróleo. “Outro assunto é o lançamento de metais pesados, que também pode ter efeitos cumulativos. Você pode ingerir certa quantidade de mercúrio ao comer peixe proveniente de área contaminada”, afirma Pellinello.
Continuamos na relação do homem com a natureza, mas desta vez sob a perspectiva da Geografia, que nesta semana estuda a distribuição territorial das atividades econômicas no Brasil. Neste conteúdo, aproveite para fazer uma revisão de assuntos já estudados, como a exploração vegetal e a pesca, os recursos minerais, as fontes de energia e os impactos ambientais, além do modelo energético brasileiro.
 “O Brasil está passando por muitas mudanças na organização do espaço. Temos o avanço das fronteiras agrícolas em direção a Rondônia e ao sul da Amazônia. O agronegócio caracteriza-se por alta produtividade e mecanização. No Nordeste, o oeste da Bahia tornou-se um celeiro de cereais (soja, feijão, milho) nos últimos anos”, comenta a professora Vera Antunes, do Objetivo.
O assunto é amplo e exige o estudo das transformações de nosso território. O desenvolvimento da infraestrutura portuária no Nordeste (Suape e Pecém), ferrovias e indústrias modernas, a descoberta do pré-sal no Sudeste (Espírito Santo, São Paulo e Nordeste) e a construção de hidrelétricas na região amazônica são alguns dos tópicos.
A questão energética do Brasil nos ajuda a fazer a transição da Geografia para História do Brasil, que abordará a ditadura militar. Ainda na prova de Geografia você pode encontrar perguntas sobre o tratamento dado ao tema no governo Geisel, em que se destacam o Proálcool, a construção de Itaipu e da usina de Angra, a expansão da Petrobras.
Outra questão interdisciplinar é a transição do Brasil rural para o urbano, que se concretiza durante o governo Médici. As observações são do professor Daily de Matos Oliveira, do Objetivo.
O certo nas provas de história é que alguns pontos específicos da ditadura militar caem. Segundo o professor Oliveira, o AI-2, o bipartidarismo, o “milagre brasileiro” de crescimento com concentração de renda, a anistia e a campanha diretas já são tópicos de destaque. “O AI-5 é o que mais cai. Em função dele podemos dizer que houve ditadura, porque foram retiradas liberdades fundamentais e houve alterações na normalidade constitucional”.
Em História Geral, estudaremos com mais detalhe eventos ocorridos durante a Guerra Fria: o socialismo na China e a Revolução Cubana. “Sobre a China, o máximo que se pergunta é a inspiração no socialismo soviético e a ruptura com a URSS. A Revolução Cultural, com Mao Tse Tung e a grande marcha, que pode ser relacionada à coluna Prestes no Brasil, ambas pré-socialistas”, afirma o professor. Os temas relacionados a história recente e conjuntura política e econômica entram no campo da geografia.
Para Cuba, vale a mesma lógica. “Os examinadores podem perguntar a relação com o imperialismo norte-americano e a emenda Platt. Sobre o governo de Fulgencio Batista, que antecede a revolução, o ataque ao quartel general de Moncada. Depois da revolução, as medidas de caráter nacionalista e socialista, até a crise dos mísseis”, comenta. O que diz respeito à situação atual pode aparecer em geografia.
Coordenadas
Para dar nossa costumeira equilibrada entre humanas e exatas, passamos à Matemática, com a introdução de geometria analítica. Segundo o professor Giuseppe Nobilioni, do Objetivo, trata-se de um conteúdo que sempre aparece no vestibular. “O essencial é o estudo da reta e da circunferência. A equação de cada uma delas permite calcular todos os pontos na reta e na circunferência”, afirma. Nesta semana, focamos na introdução do assunto, com as coordenadas cartesianas no plano, distância entre dois pontos e coordenadas do ponto médio.
Em Química, esterificação e hidrólise de ésteres são as principais reações orgânicas para o vestibular, de acordo com o professor Rubens Faria, do Cursinho da Poli. Não se esqueça de estudar também as reações de substituição e adição, eliminação, oxidação e redução.
“Nos últimos anos, as questões estão trazendo uma inovação: o aluno tem o modelo da reação no próprio enunciado, de modo a ajudá-lo. Ele precisa interpretar o mecanismo apresentado e reutilizá-lo para resolver o exercício”, comenta o professor.
Para encerrar a semana de estudos que precede a Fuvest, escolhemos a poesia. Antes, dê uma olhada em aspectos da descrição que contribuem para o bom Português, tanto na interpretação como na redação. Fatores como simultaneidade e espacialidade na ordenação dos elementos descritores são importantes neste processo. Mas, claro, não se esqueça de treinar a sua redação.
Em Literatura, a Antologia poética de Vinicius de Moraes, última obra da lista de leitura obrigatória, pode ajudar tornar mais leve o fim desta semana de estudos.
“Dos poetas da segunda geração modernista, Vinicius de Moraes é o mais popular, até por questão da música”, comenta a professora Cristiane Bastos, do Cursinho da Poli. Algumas características essenciais: a seleção de poemas feita pelo próprio autor, a obra dividida em duas fases, temáticas recorrentes (mulher, questão social, morte), obra formada por sonetos, elegias, odes, baladas e poemas e verso livre.
“Na primeira fase, a obra possui uma religiosidade simbolista, mística, cristã, com poemas longos, de um verbalismo turgido”, comenta a professora. Na segunda, Vinicius de Moraes se aproxima do mundo material e mostra sua preocupação social, quando fala da mulher já não tem mais pecado nem culpa.
As apostas para o vestibular são as temáticas sociais e metalingüística. “Como é o terceiro ano em que o livro está na lista, pode acontecer uma abordagem de poemas sobre a mulher. Neste caso, é bom entender as diferenças entre a primeira e a segunda fase”.